Como foi o encontro que fundou a Casa de Júniors
O relato da tarde em que quatro horas de quadro branco viraram três regras e uma lista de projetos, incluindo o que a gente discutiu e não resolveu.
- #grupo
- #processo
Grupo de estudos costuma morrer no mesmo lugar: na terceira semana, quando ninguém tem tarefa com nome e prazo. A gente sabia disso antes de começar, então a primeira reunião não foi sobre tecnologia. Foi sobre o que faria o grupo sobreviver a si mesmo.
As três regras que sobreviveram à tarde
Produção ou nada. Projeto sem usuário é exercício, e exercício a faculdade já dá. Isso derrubou metade da lista de ideias na hora, incluindo duas que todo mundo achava legais.
Revisão obrigatória. Nenhum merge sem outra pessoa ler. Custa tempo, e é exatamente o ponto: o tempo que se perde na revisão é o que não se perde depois.
Cadência antes de ambição. A newsletter foi desenhada para rodar diariamente e começou semanal de propósito. É mais fácil acelerar uma coisa viva do que ressuscitar uma morta.
O que não foi resolvido
Ficou aberto se a newsletter viria antes ou depois do primeiro projeto, e a resposta acabou sendo “ao mesmo tempo”, o que deu mais trabalho do que qualquer uma das duas opções que a gente discutiu.
A identidade visual também ficou para depois. Meses depois viramos um ovo com olhinhos, o que resume bem a fase: ainda nem somos juniores. Somos o que vem antes de chocar.